uma batalha constante

Thursday, May 18, 2006

formações

3010 cowley way, apt 218
giovana + netinho + poppi + eu
giovana + netinho + poppi + eu + silvinha
giovana + netinho + poppi + eu
giovana + netinho + poppi + eu + mariana
giovana + eu + mariana + vitor + bobinho
giovana + eu + mariana + vitor + bobinho + natalia + carla

3010 cowley way apt 315
stephan + talita + ashley + joey + brian + natascha + eu
stephan + talita + ashley + joey + brian + eu
stephan + talita + ashley + joey + eu + karol

119 pennington st. first floor
simone + luci + isabelinha + catatau + eu

119 pennington st. second floor
catatau + eu + carioca + andré

308 valley brook av. apt 46
vanessa + eu
vanessa + eu + israel
vanessa + eu

Wednesday, May 17, 2006

liar liar

hoje eu não acordei com vontade de escrever. mas o dia correu, uma quarta-feira. e me deu uma vontade de escrever. talvez dizer a mim mesmo tudo o que sei. talvez gritar ao mundo entre meia dúzia de parágrafos de uma página esquecida da internet. meu espaço.
espaço que uso para mentir. espaço que uso para contar. e principalmente descontar. mas hoje escrevo não sobre nada, mas sobre aquilo que não se pode saber. o final de mais uma era aproxima-se e nem eu mesmo sei se a era era para acabar. nem eu sei se meus atos são atos e não reações desencadeadas de fatos isolados. e o pior é que meu porto seguro já não pode me ajudar. meu porto seguro está fechado desde recebeu ares europeus. está abrindo aos poucos, mas não às terças e quartas quando chega meu navio.
perdido em tanta tempestade, eu minto. o website que mais acesso ninguém sabe. o que sinto sobre minha mudança ninguem sabe. todos acham que sabem mas não sabem. mesmo porque não entraram no avião comigo rumo a San Diego, não arrumaram emprego no subway comigo. não estavam presentes quando me casei. não estavam no meu ano novo do portugalia. não estavam na minha primeira loucura de pó com as cariocas. não estavam no avião rumo a manhattan. não estavam quando eu descobri conan o'brien. não estavam quando eu queimei de febre no ano novo seguinte. muito menos quando o meu carro quebrava em tudo quanto era lugar.
a verdade é que há dois anos a minha escolha tem sido contar com si próprio e não esperar nada de ninguém. com todo o ceticismo, eu ainda consegui encontrar pessoas boas na corrida. pessoas dispostas a me ajudar e deixar ser ajudadas. se começar a citar nomes talvez deixe um ou outro passar. mas todos sabem a importância na minha vida.
eu vivi o inferno e o céu. mas quem não vive? aonde é que não se vive o céu e o inferno? achismos a parte, eu vivi. vim, vi e venci. perdi muito. a paciencia. gritei, briguei, liguei pra polícia. comi mulher banguela. varei noites e mais noites assitindo televisão. assim como fazia no brasil. na nova zelândia. assim como farei em qualquer lugar que estiver. arrumei amigo falso. fui falso também. o título de padreco eu nunca quis. eu não agrado ninguém a toa. mas isso já não uso como regra.
sei que sinto falta de sentir o cheiro do rio tiete. sinto falta do pastel de feira. sinto falta dos arrotos de guaraná do daniel na minha cara. das leituras da folha com a mãe. sinto falta dos porres com o pai. sinto falta das trocas de mensagens de texto com a karina. das conversas na praça com o cae. mas vivo a muito sem isso tudo e vivo bem. saudosismo é nada mais que um estado. assim como a gripe. como a bebedeira. tem seu auge e sua decadencia.
eu posso, de antemão dizer que sentirei falta de jogar mario kart com o catatau. de ligar pra vivi e ficar falando asneira até ela cansar (eu nunca me canso). de sentar a mesa com o tiago e tomar café a tarde inteira só falando de televisão. de falar mal de carioca/mineiro com a vanessa. de fuder a puta da cabeça ao meu chefe joão. de gravar músicas no i-pod do jorge. de inventar letras de musica com o jonnhy. de carregar a diana (american dude) nos ombros e correr pelas ruas gritando. de chingar a rosário de vagabunda. de chamar ashley de elefante. de conversar sobre o tempo com o senhor rodrigues. de entregar comida ao officer haynes no hospital da universidade. de botar gasolina com o brito (mikka). enfim...
serei eternamente saudosista. e por isso, e nada mais, parto sempre. i am a misfit! and proud of it. daqui a dois anos, minha vida estará tão diferente como está agora. e assim seguirá.
portanto, viva bem. e pouco. é melhor ser uma promessa desperdiçada que um fracasso relutante.
a la tete

Saturday, April 22, 2006

à la tête

Quem sou eu para discordar de Dona Augustinha? O pouco que sei da senhora de cabelos longos e brancos é suficiente para respeitar suas opiniões. Pelo porte e localidade de sua casa verde e recuada percebo que se trata de uma mulher de poucas posses. Agora o faro é outra história.
Sempre que chamo sua casa, Dona Augustinha faz questão de saudar com Boa Tarde, pelo menos. Uma atitude nobre e gentil tão pouco repetida pelos outros clientes do restaurante. A frieza comum não cabe ao caso. Às vezes ela chega ao cúmulo de esticar a conversa arriscando alguma previsão de neve, chuva ou qualquer banalidade do tipo. É daquelas conversadeiras que aguardam respostas atentamente. Além da educação; uma dama à moda antiga.
O que mais chama-me atenção, no entanto, é quando chego a porta de sua casa verde e recuada com a bandeja de comida nos braços, e ela já começa a gastar o francês que a vida a ensinou. O verdadeiro motivo da mistura de idiomas que sugere eu desconheço. Mas como bom paranóico observador, parece que ela usa isso pois vê em meus traços turcos alguma relação aos exilados do oriente médio parisienses. Ou a barba sempre tão presente lembra ela alguma coisa vista na televisão. Talvez até a minha alienação inerente ao ambiente que vivo. Pior ainda, desconfia do sotaque falso português que tento imprimir.
Sempre solta um Bonjour quando me vê. Eu respondo educadamente a saudação me lembrando não somente, da obra-prima de Jean-Pierre Jeunet. Preocupado com a pronúncia, obviamente. E então desenbesta-se a falar. E eu faço caras e bocas como se tudo fosse normal. E respondo em Inglês, meu porto seguro. A velha fala, mexe a sobrancelha entortando seus óculos de hastes preta e grossa. Grita pelo filho em português, que, prontamente vem à porta recolher os pacotes- nunca levo ordens pequenas àquela casa. No mínimo três frangos com arroz branco e batatas.
E a senhora continua disparando aquela língua tão bruta e enrolada. Então começo a associar os radicais. Prendo minha atenção aos lábios gastos e enrugados. Até travo a vista. De repente reconheço um mon ami perdido. E quando vejo, ela esta com o dinheiro na mão direita. A quantidade certa da compra. E na mão esquerda, uma nota de cinco toda enrolada. Como um canudo daqueles de cheirar cocaína. Diz ser para o café. Merci beaucoup, lhe respondo. Oui oui, ela respinga fechando a porta.
Toda vez que entrego comida na casa verde e recuada é assim. Eu garanto que nunca perguntarei a ela o porquê do francês. Prefiro manter o mistério; desconhecer! Dona Augustinha por si só já influencia a trilha sonora da minha volta ao restaurante. Ora Mano Chao, ora Plastic Bertrant e porque não Biônica. Levar comida até o cinquenta e nove da Hawkins Street é como visitar outro país sem mostrar meu documento.

Sunday, March 05, 2006

rinse

Soma-se quase dois anos de extrema solidão espiritual. Tempo que se renova como um ciclo da máquina de lavar roupas. Daqueles que se preve todo o futuro. Depois de ensaboada, a roupa entra no processo de drenagem. E então a vida se mostra alta. Para depois cair em monotonia.
Não por menos, mais um processo se iniciará junto com esse mês que demorou a chegar. O curso, ainda incerto, promete melhoria. Promessas são promessas. Não fatos.
A fórmula já desgastada volta a tona. Acorda e vai dormir. Sai e volta. Como se não bastasse ainda a impetuosidade alheia. A cara limpa torna-se necessária. Acompanhada de sorrisos gastos. Simpatia falsa. Atípica!
Dentre tamanho revés, um contato estranho. No momento. Um final melhor. Afinal, Te amo, ainda é a melhor frase para se ouvir.

Wednesday, March 01, 2006

sometimes

i just feel like going
somewhere, anywhere but here
just not right now.
i just feel down

baby come with me
i will not let you down
i will not bring you to your town
i just wanna make love
i just wanna go crazy

find ourselves some piece of blanket
lay down to the river
and smille about our simple life.
cry about the wasted time

think about the past.
we should get undressed
take a rest
and fuck all night

my dear i miss you
your chest and mouth
i miss the times that you were arround

i miss you apartament
i miss the paintings on the floor
the irresponsability
the naughty look in your face

i respond to you.
come back soon.
get over trying to hide your jeans shorts.
stop the condoms diet.

we could be forever.
togheter.
ever and ever
even after.

just like some disney tale.
i will be your face.
lips and tongues.
strongly warm.

Sunday, January 08, 2006

new friend in the apartment 20

Hello mom,

So I got a place here in the city! Is quite good, I should say. It is big and the rent is overrated, I agree! Still, my friend Eva is moving in with me so it is not going to be that hard. I have already told you that she is some serious Wall Street broker, which is perfect because the place is downtown. She does not seem to have any money problem. I mean, I believe we are going to work it out somehow.
Moreover, I am getting a promotion in the newspaper. Now, not only I am responsible for the distribution of the developing process but also in charge of the mailing in and out of my entire floor. Isn’t that great? I do not want to brag about it but there were rumors in my department that they might fire the sixth photographer. So maybe your son is going to be new person taking pictures on the streets! Would not that be great?
Anyway, theses are just plans. I cannot assure any of this. What I do know, is about my home sweet home, located on the corner of Belford and Grove Streets. As far as I can tell, it is a two-bedroom apartment with a huge living room and a kitchen without walls. Yes! Just the way I always want it. The only problem, and actually is not a problem, is that there is only one bathroom. However, I do not think that Eva is messy at all. At least I hope so, even because I first met her at Amma’s workshop last summer. She seems very calm. Let‘s just see how is going to start up.
I wish you could see the place. You were going to love it. I am sure. The living room’s walls are purple and have some candles decorations on. There is a huge balcony, where I can clearly see some apartments from across the street. With my lens is going to be fun spending some time trying to look around my neighbors. I bet the old owners here used to do it all the time.
My bedroom has green walls and it is big. Has a great window and view- I must enforce, next to the closet. Enough space for my crap! I already started to unpack all my stuffs. My second and last trip from Jersey went just fine. Finally got out of that state. Cheesy bastards! Something funny happened when I was placing my clothes, though. I found some black fur-lined handcuffs. I wonder who have to use it in there. I mean maybe is so not that funny. I should throw it away any time soon.
I run into the super, his name is Treeger by the way, when I was moving. He told me some creepy stories about the couple that used to live right here. Apparently, they moved out from the city and decided to head east to the suburbs. Is like the other way around from me, except that they are still in New York.
Treeger also warned me about my neighbor across the hall. He said that is some American-Italian soap opera actor that is quite nosey. I might knock on his door and ask for some advices. Or maybe I can bring him some of your delicious kind of lasagna that Nana taught you to do it. With some extra layers of cheese and meat, I doubt that some Sicilian blood is going to reject it. Perhaps, someone to hang out with. It is a big city after all and my journey is finally beginning. I should get going right now because there is some crazy blond and beautiful woman knocking on my door asking for her guitar I have no idea who she is.
Anyway, did I mention that the number of the apartment is twenty? I will call you as soon as I come back from this cozy cafe place downstairs. I am starting to like this wild neighborhood.
Miss you! Bernardo Maia

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opinativo, reclamão, relaxado, fumante, irônico, sincero, emburrado, feliz.